GRANITO E EMPREGOS

Muitos anos atrás já pintava, no interior do Norte do Estado, preocupações de como transformar a economia da região para poder conseguir segurar os jovens na região. Teve época, há muitos anos atrás, que muitas famílias foram para o Estado do Pará, saíram mais de três mil pessoas, causando desespero nas autoridades que não sabiam como fazer.

Nesta época, eu exercia o mandato de prefeito de Barra de São Francisco e, na aflição de conter o êxodo, cheguei a promover campanhas, com faixas nas ruas, pedindo ao povo para não ir para o Estado de Rondônia, porque a vida lá não era o que pregava os donos de ônibus que prometiam “a terra encantada”, para levar pessoas.

Foi uma época difícil, fazíamos estudos com pessoas preparadas para encontrar uma saída e, nestes estudos, chegamos a conclusão de que teria que se investir na geração de empregos para os jovens. Foi aí que tivemos a idéia do Pólo Industrial, uma maneira de começar a atrair indústrias para a região. Acreditando nas previsões de um homem sonhador chamado Levi Teixeira Lima, que dizia ser o granito a grande saída para o desenvolvimento da região. O Levi Lima é uma pessoa que toda região deve muito, hoje temos no granito a grande fonte de renda e geração de empregos do Norte.

Precisamos apenas despertar nas pessoas a idéia de que é necessário se criar condições para estender este desenvolvimento. Uma das idéias fortes é investir na infra-estrutura. Não adianta querer o crescimento industrial da região, sem pensar em estradas, hotéis e aeroportos. É sim, precisamos começar a pensar na construção de aeroportos para poder despertar o interesse das grandes empresas, que tem condições de gerar bons e muitos empregos, pois, com a distância do aeroporto da capital, das jazidas do Norte, temos a dificuldade de receber as grandes empresas.

Para se ter uma idéia: um empresário gasta de São Paulo a Vitória, uma hora de vôo e da capital até um município do Norte, gasta-se mais de três horas. Se um empresário precisar vir ao Norte e voltar, vai ter de ficar dentro de um carro mais de sete horas, o que impossibilita um empresário de cuidar dos seus negócios.

Então, temos que admitir que para trazer para nossa região as “serrarias de granito”, que geram os empregos para nossos jovens, é necessário criar estas estruturas necessárias ao crescimento industrial da região. O Norte, hoje, vive seu grande momento, não podemos perder mais tempo, o cavalo arriado do progresso está passando. A história não vai registrar os que pensaram pequeno e perderam “time” do desenvolvimento. Devemos isto aos nossos jovens.

PENSAR GRANDE E NO FUTURO NOS FARÁ DIGNO DA HISTÓRIA.

Enivaldo dos Anjos

Enivaldo dos Anjos: